Nubank se aventura no mercado de redes móveis e busca uma fatia da ação

Nubank está se aventurando no mercado de redes móveis com o lançamento de um serviço de eSIM para viajantes. O banco digital brasileiro, que já conquistou mais de 100 milhões de clientes, está buscando expandir sua gama de serviços e se posicionar como uma opção completa para seus usuários. Através dessa nova oferta, os clientes do Nubank Ultravioleta terão acesso a 10GB de internet móvel gratuita em mais de 40 países, sem a necessidade de trocar o cartão SIM físico ou eSIM existente.

Essa movimentação do Nubank ocorre em um contexto em que cada vez mais neobancos estão se tornando operadoras móveis virtuais (MVNOs), em parceria com grandes empresas do setor de telecomunicações. Essa tendência é impulsionada pelo surgimento do eSIM e pela facilidade de distribuição de serviços digitais. Os neobancos, que são instituições financeiras digitais inovadoras, estão aproveitando essa oportunidade para oferecer pacotes de serviços integrados aos seus clientes, promovendo a fidelização e incentivando a adesão aos seus produtos premium.

Além do Nubank, outros neobancos ao redor do mundo estão seguindo essa estratégia. A Revolut, um neobanco do Reino Unido avaliado em US$25 bilhões, lançou um serviço similar de eSIM para seus assinantes premium. O Zolve, um neobanco indiano, também adicionou serviços de telefonia móvel à sua lista de produtos, visando facilitar a vida dos imigrantes que chegam ao país.

Essa movimentação mostra a sinergia entre serviços financeiros e comunicações móveis, ambos essenciais para o funcionamento das pessoas atualmente. A integração dessas áreas permite que os neobancos ampliem seu alcance e criem ecossistemas em que a oferta de serviços bancários se torne o centro de múltiplos serviços de valor agregado. Por outro lado, as operadoras de telefonia móvel estão buscando se tornar bancos, expandindo sua atuação para além das comunicações.

No entanto, é importante ressaltar que os neobancos, mesmo oferecendo serviços de eSIM, não se caracterizam como MVNOs no caso do Nubank. Ao contrário de se tornar uma operadora de telefonia móvel com infraestrutura própria, eles estabelecem parcerias com empresas do setor para oferecer serviços de telefonia aos seus clientes. Essa estratégia evita a necessidade de cumprir com as regulamentações específicas do setor de telecomunicações, mantendo o foco principal dos neobancos em serviços financeiros inovadores.

No futuro, podemos esperar que mais neobancos e empresas de tecnologia entrem nesse mercado de redes móveis, aproveitando a convergência entre serviços financeiros e comunicações. Esse movimento trará benefícios tanto para os usuários, que terão acesso a soluções integradas e convenientes, quanto para as empresas, que poderão expandir sua base de clientes e aumentar sua receita. O setor de fintechs continua em constante evolução e promete trazer cada vez mais inovações para o mercado.


Referências:
More neobanks are becoming mobile networks — and Nubank wants a piece of the action
5 days left to get your early-bird Disrupt passes
Cloover wants to speed solar adoption by helping installers finance new sales


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