O ano de 2023 foi marcado por um declínio nas atividades de fusões e aquisições (M&A), atingindo o nível mais baixo em uma década. De acordo com dados da L.S.E.G, cerca de 53.529 negociações no valor total de aproximadamente US$ 2,9 trilhões foram anunciadas, o que representa uma queda de 17% em volume em relação ao ano anterior. As transações envolvendo capital de risco e empresas de private equity registraram queda de 39% e 35%, respectivamente, enquanto as negociações estratégicas, onde uma empresa adquire ou vende parte ou a totalidade de outra empresa, caíram cerca de 14%. No entanto, apesar do cenário desafiador, os negociadores estão otimistas em relação a 2024, principalmente após o Federal Reserve indicar possíveis cortes nas taxas de juros para o próximo ano.
Um dos setores mais afetados pelas baixas atividades de M&A foi o de energia, com destaque para as aquisições da Exxon Mobil e Chevron. No setor de saúde, a Pfizer adquiriu a fabricante de medicamentos contra o câncer, Seagen. No entanto, as perdas mais significativas foram registradas nas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), que tiveram uma queda de 25% em relação ao ano anterior, atingindo o valor total de US$ 109,8 bilhões, o menor em 14 anos. As preocupações com a economia global e as tensões geopolíticas são apontadas como as principais razões para a queda nas negociações de M&A. Além disso, os efeitos da pandemia da COVID-19 continuam afetando os negócios e as decisões de investimento.
Apesar das dificuldades enfrentadas em 2023, os principais players do mercado de M&A estão explorando opções estratégicas para impulsionar seus negócios e competir com as gigantes do streaming, como a Netflix. Por exemplo, a Warner Bros Discovery está buscando uma possível fusão com a Paramount para fortalecer sua posição no mercado. Além disso, empresas como a JPMorgan estão liderando o mercado de M&A na Europa, assessorando diversas negociações ao longo do ano. Enquanto isso, startups de mídia estão apostando em parcerias estratégicas e pacotes de streaming para enfrentar a concorrência.
No entanto, os negócios de M&A não estão isentos de desafios. As regulamentações e restrições antitruste podem atrasar ou até mesmo inviabilizar algumas transações. Além disso, a dívida elevada de algumas empresas pode limitar suas opções de negociação. No entanto, as taxas de juros baixas e a possibilidade de cortes adicionais indicadas pelo Federal Reserve podem impulsionar o mercado e tornar as negociações mais atrativas.
Apesar dos desafios enfrentados pelo mercado de M&A em 2023, a perspectiva para 2024 é de um mercado movimentado e cheio de oportunidades. As empresas de mídia estão buscando formas de se adaptar e se fortalecer em um ambiente de constante transformação, onde as plataformas de streaming estão mudando a forma como o público consome conteúdo. Parcerias estratégicas, fusões e aquisições e pacotes de streaming são algumas das estratégias adotadas pelas empresas para competir e enfrentar os desafios do mercado. No entanto, é importante ressaltar que as negociações de M&A envolvem riscos significativos e devem ser avaliadas cuidadosamente. O panorama do mercado de M&A em 2024 promete ser dinâmico e cheio de desafios, mas também repleto de oportunidades para as empresas se fortalecerem e impulsionarem seu crescimento e inovação.
Referências:
A cláusula que pode arruinar sua operação de M&A
2024 M&A Outlook After a Rough Year for Deal Makers
Mergers and Acquisitions in 2023 and What’s Ahead in Five …
JPMorgan leads M&A in Europe through 2023 deal slump
Is Media M&A Industrial Logic Or Wishful Thinking? Either Way, Deals Likely To Pick Up After Slow 2023
Hollywood Huddle: Media Companies Headed To Bundles, M&A In 2024
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